Sebrae, CNI e MEI debatem sobre perspectivas da inovação no Brasil

Especialistas analisaram a importância do fomento à ciência e a tecnologia e o impacto disso no desenvolvimento da sociedade

O Sebrae participou, na terça-feira (24), de um dos paneis da 30ª Conferência da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores. A “Sessão de Dúvidas e Propostas para Agências e Entidades de Fomento” contou com a presença de representantes do Sebrae, Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), sendo mediada pelo analista de inovação do Sebrae, Krishna Aum.

O gerente de inovação do Sebrae, Paulo Renato, deu um panorama geral das frentes de trabalho que o Sebrae vem implementando para o desenvolvimento da inovação no país. “O Sebrae entende que gerar negócios é o mesmo que gerar oportunidades e crescimento econômico. Nós, como agência de apoio ao empreendedorismo, enxergamos a inovação como um vetor de desenvolvimento social. Daí a importância de iniciativas como essa Conferência. A união de diversas instituições acrescenta e muito no incentivo à inovação brasileira”, afirmou.

“O Sebrae entende que a inovação é uma questão tão estratégica e tão primordial que realizamos um plano de inovação para interiorizar e democratizar o acesso. Alcançamos mais de 4,8 mil municípios brasileiros. São cidades que, muitas vezes, não tinham contato com processos inovadores e que agora seguem em uma trilha de inovação e desenvolvimento”, acrescentou Renato. Na oportunidade, o gerente de inovação do Sebrae salientou a seriedade no desenvolvimento de políticas públicas de apoio à inovação, principalmente em situações como a que é enfrentada em todo o mundo com a pandemia do coronavírus.

“Mais do que nunca a inovação se mostra fundamental na vida do ser humano. O que seria de nós se não fosse a ciência nessa pandemia? Imagina se não houvesse biólogos, físicos, químicos, biomédicos e toda a gama de profissionais que estão se empenhando em desenvolver uma vacina? Estaríamos completamente perdidos. Vivemos uma realidade nesse momento que nos mostra o quanto é importante investir em ciência e tecnologia. Daqui para frente tudo será diferente, acredito que a inovação será ainda mais valorizada”, analisou o gerente de inovação do Sebrae.

O líder da MEI, Pedro Wongtschowski, destacou que a colaboração entre diversas instituições é fator decisivo para o desenvolvimento da inovação no Brasil. “A inovação necessita de instituições equipadas, ativas e conectadas para desenvolver ciência e tecnologia. Através desse trabalho colaborativo é possível desenvolver novos produtos e novos serviços que atendam à população de forma satisfatória”, disse. Wongtschowski lembrou que além do contato entre as instituições é fundamental que o governo dê suporte às instituições que fomentam a ciência, tecnologia e inovação. “A questão financeira ainda é um fator limitante e decisivo para a inovação”, pontuou.

A gerente de inovação da CNI, Cândida Oliveira, levantou algumas iniciativas realizadas pelas instituições que integram a MEI, que tiverem resultados positivos. “A MEI é o fórum mais importante no que diz respeito às políticas de inovação no país, temos o trunfo das experiências das instituições acumuladas ao longo de 12 anos. Destaco aqui alguns resultados que impactaram positivamente os ecossistemas de inovação, como a aprovação do Marco Legal das Startups, que vai facilitar e incentivar a criação e crescimento de empresas no país e as agendas de incentivo à inovação junto aos estudantes universitários e de nível médio. Sem dúvida são ações que irão promover o desenvolvimento e aplicação da inovação”, afirmou.

Por Agência Sebrae de Notícias

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